
Os arquitetos estão acostumados a receber crédito pelos edifícios muito depois do término da construção. Os nomes permanecem associados aos projetos por meio de fotografias, publicações e histórias, muitas vezes décadas após a produção dos desenhos originais. Os edifícios, por outro lado, raramente permanecem fiéis a essa narrativa por muito tempo. As famílias crescem, as tecnologias mudam, os negócios emergem e a vida quotidiana introduz exigências que nenhum plano pode prever totalmente. Com o tempo, a arquitetura acumula modificações, reparos, acréscimos e improvisações que a distanciam gradativamente de sua forma original.
Poucos projetos enfrentam esta questão tão diretamente quanto PREVI Lima. Concebido no final da década de 1960 como Projeto de Habitação Experimental do Perua PREVI convidou um grupo internacional de arquitetos para desenvolver protótipos habitacionais capazes de acomodar o crescimento ao longo do tempo. O projeto é frequentemente lembrado por sua ambiciosa lista de designers, que incluía figuras como James Stirling, Aldo van Eycke Cristóvão Alexandre. Mais de cinquenta anos depois, o bairro tornou-se um registro de decisões dos moradores, revelando uma forma de arquitetura projetada para permanecer inacabada.







