Revista Cobertura – edição 287

Revista Cobertura mostra o papel do mercado de seguros no combate às mudanças climáticas Edição demonstra como o setor de seguros atua diante das alterações climáticas, com propostas e ações para mudar este cenário A Revista Cobertura, em sua 287ª edição, evidencia a postura do mercado segurador para mostrar o quanto a proteção securitária faz…

Revista Cobertura mostra o papel do mercado de seguros no combate às mudanças climáticas

Edição demonstra como o setor de seguros atua diante das alterações climáticas, com propostas e ações para mudar este cenário

A Revista Cobertura, em sua 287ª edição, evidencia a postura do mercado segurador para mostrar o quanto a proteção securitária faz parte do enfrentamento das alterações climáticas na sociedade global. 

Atualmente, é notável o grave momento climático vivido pelo mundo. Um exemplo desse fato foi a missão organizada pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), realizada na Inglaterra, onde a temperatura média chegou a 35,3 graus celsius, enquanto o habitual nessa época é de 14 a 23 graus celsius.

Na missão, foi apresentada a Flood Ree, uma parceria público-privada que atua como um mecanismo de compartilhamento de riscos com 50 participantes, entre seguradoras e MGAs, o que permite que imóveis localizados em áreas sujeitas a enchentes tenham acesso a seguros com preços mais acessíveis.

Desde a implantação deste modelo, o custo do seguro caiu no Reino Unido. Em 2016, a cotação média de uma apólice era de cerca de 4,5 mil libras esterlinas. Hoje o custo médio é de aproximadamente 1 mil libras esterlinas. 

Entretanto, para Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, esse modelo ainda não é uma realidade para ser replicada no Brasil. “Não é um modelo que pode ser replicado no Brasil porque temos uma base de menos de 20% das residências seguradas. Precisamos de um modelo adaptado à realidade brasileira. O que fica como lição é o modelo de parceria público-privada”.

No momento, o mercado de seguros brasileiro caminha em direção à resiliência climática, principalmente ao encontrar soluções que sejam viáveis, acessíveis e que mostram que investir na prevenção é muito mais barato do que depois que o desastre acontece. Portanto, novamente, a baixa cultura securitária do país implica para uma evolução maior em relação ao tema.

Segundo Gustavo León, coordenador Acadêmico da Escola de Negócios e Seguros (ENS), o próximo passo para o mercado de seguros será sair da lógica reativa para uma lógica preventiva. “O mercado de seguros precisará ampliar produtos, dados, modelagem climática, educação securitária e soluções acessíveis. Também será necessário desenvolver estruturas para riscos catastróficos, combinando seguradoras, resseguradores, poder público, mercado de capitais e tecnologia”.

Confira essa e outras matérias na edição de junho (287) da Revista Cobertura.

Mais destaques

O seguro e o clima: Seguro é recurso eficiente na mitigação e na adaptação.

Entrevista: Parceria entre Seguradora ALM e XS Global almeja criar potência do seguro garantia.

Assistência viagem: Produtos focados em eventos tornam-se tendência; grandes eventos já são catalisadores de demanda.

Inovação: Samplemed expande o s.360 com o lançamento de módulo dedicado a riscos coletivos.

Especial BrH: Com amplo suporte, assessoria disponibiliza ao corretor ferramentas e condições para ampliar as vendas no segmento corporativo.

Insurtech: MGAs avançam no mercado de seguros brasileiro como braço técnico das seguradoras.

Bastidores do Seguro: Episódios recebem Erika Medici, CEO da AXA no Brasil, e Helio Opipari Jr., sócio-fundador da Opipari Assessoria.

Mulheres no Affinity: Bastidores do Seguro conferiu o primeiro encontro de 2026 das Mulheres no Affinity, um grupo voltado para networking.

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