Estudo da Deyel aponta o setor como líder na criação de soluções digitais próprias para ampliar eficiência e acelerar a inovação
As seguradoras são o segmento que mais desenvolve aplicativos próprios no Brasil em 2026, segundo levantamento realizado pela Deyel, plataforma de desenvolvimento low-code. O movimento reflete a busca do setor por maior eficiência operacional, personalização de serviços e autonomia na criação de soluções digitais, reduzindo a dependência de projetos longos e aproximando as áreas de negócio da tecnologia.
O estudo mostra que a criação de aplicativos deixou de ser uma iniciativa restrita a empresas de tecnologia e passou a ganhar espaço em setores tradicionais da economia. No mercado segurador, o avanço acompanha a necessidade de responder mais rapidamente às demandas dos clientes, integrar sistemas e acelerar a transformação digital das operações.

Para Paulo Cacciari, CEO da Deyel no Brasil, esse cenário reflete uma pressão crescente por agilidade dentro das empresas. “As companhias precisam responder mais rápido às demandas do mercado, e isso não combina com ciclos longos de desenvolvimento. Quando o processo se aproxima das áreas de negócio, a entrega ganha velocidade e passa a refletir melhor as necessidades da operação”, afirma.
De acordo com o levantamento, o setor de seguradoras aparece na liderança entre os segmentos que mais desenvolvem aplicativos próprios, seguido por logística e construção civil. Apesar das diferenças entre os mercados, desafios como integração de sistemas legados, redução de custos e maior controle sobre dados e processos internos são comuns.
“Na prática, o movimento indica uma descentralização do desenvolvimento tecnológico. Áreas de negócio passam a participar mais ativamente da criação de soluções, utilizando plataformas que simplificam a construção de aplicativos e reduzem a necessidade de conhecimento técnico avançado”, explica Cacciari.
Eficiência operacional impulsiona investimentos
No setor de seguros, a prioridade está na personalização de serviços, melhoria da experiência do cliente e desenvolvimento mais ágil de soluções digitais. Ao mesmo tempo, plataformas low-code contribuem para integrar sistemas, reduzir custos operacionais e acelerar a entrega de novos produtos e serviços.
“Há dois eventos fundamentais para o enfoque no controle de compras e fornecedores. O primeiro foi a crise logística na pandemia, que derrubou sistemas logísticos internacionais. O segundo é o garrote imposto pelo governo com a alta taxa da Selic, que encarece o crédito, endivida as famílias e pressiona para baixo o consumo. Isso obriga as empresas a serem mais rigorosas com seus gastos, principalmente aumentando a eficiência do setor de compras. Nunca a máxima ‘não se controla o que se vende, mas se controla o que se gasta’ foi tão importante na economia das empresas”, pontua Cacciari.
Além da agilidade, o fator custo tem peso relevante. Plataformas que combinam automação e inteligência artificial permitem reduzir significativamente o tempo de desenvolvimento e otimizar recursos internos, tornando viável a criação de soluções sob demanda.
Segundo o executivo, esse modelo amplia a capacidade de adaptação das empresas. “Quando você reduz o custo e o tempo de desenvolvimento, cria um ambiente mais flexível, em que é possível testar, ajustar e evoluir soluções com mais rapidez. Isso muda a forma como a tecnologia apoia o negócio no dia a dia”, diz.
O avanço do desenvolvimento interno de aplicativos também sinaliza uma transformação no papel da tecnologia dentro das organizações. Em vez de atuar apenas como suporte, a área passa a ocupar uma posição mais estratégica, conectada diretamente à operação e à tomada de decisão.
“Essa tendência deve se consolidar nos próximos anos, a tecnologia deixará de ser um gargalo e passará a ser um facilitador direto do crescimento. As empresas que conseguirem estruturar esse modelo com eficiência tendem a ganhar mais velocidade e competitividade”, conclui Cacciari.
FONTE: PR Specialist
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