Seguros e outras modalidades avançam à medida que organizações buscam reduzir custos financeiros e manter recursos disponíveis para crescer
A busca por maior eficiência financeira tem levado organizações brasileiras a repensarem a forma de apresentar garantias em contratos públicos e privados. Em vez das tradicionais cartas de fiança bancária (onde é solicitado a garantia colateral de 100% do valor da garantia em CDB do banco), cresce a adoção do seguro garantia e de carta fiança capazes de preservar o capital de giro, reduzir despesas financeiras e oferecer maior flexibilidade operacional.
O movimento acompanha um cenário ainda marcado por juros elevados e pela necessidade de manter liquidez para sustentar investimentos e expansão. Segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o custo do crédito permanece entre os principais fatores que afetam a competitividade da indústria brasileira, estimulando a procura por instrumentos financeiros que não comprometam o caixa das organizações.
A transformação também pode ser observada no mercado segurador. Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostram que o segmento de Seguro Garantia vem registrando crescimento consistente nos últimos anos, impulsionado pelo avanço das concessões de infraestrutura, das obras públicas, dos contratos privados e pela ampliação do uso desse mecanismo por companhias de diferentes portes.
Para Marcio Carneiro, diretor da Líder Afiançadora, empresa que oferta carta fiança, a mudança reflete uma evolução na forma como as empresas administram seus recursos financeiros.
“Hoje o empresário entende que oferecer uma garantia não precisa significar imobilizar recursos nem reduzir sua capacidade de investimento. As alternativas disponíveis permitem atender às exigências contratuais sem comprometer o capital de giro, algo fundamental em um ambiente econômico que exige cada vez mais eficiência financeira”, afirma.
Segundo o executivo, a escolha da modalidade mais adequada depende das características de cada contrato e dos objetivos de cada negócio.
“Não existe uma solução única para todas as situações. É necessário avaliar prazo, custo, impacto financeiro e exigências do contratante. Quando essa análise é feita de forma estratégica, a empresa consegue reduzir despesas e, ao mesmo tempo, manter recursos disponíveis para expandir suas operações”, explica.
Além da preservação do caixa, especialistas destacam que modalidades como o seguro garantia, ou a carta fiança, costumam gerar menor impacto sobre os limites de crédito bancário, permitindo que as organizações mantenham capacidade para financiar investimentos, ampliar atividades ou enfrentar períodos de maior volatilidade econômica.
Com a expansão dos investimentos em infraestrutura, concessões e contratos corporativos, a expectativa do setor é de que a demanda por alternativas às garantias bancárias continue avançando nos próximos anos, acompanhando a necessidade das empresas de operar com mais eficiência e competitividade.
Para Carneiro, essa mudança já influencia diretamente as decisões financeiras dos empresários.
“As garantias passaram a ser tratadas como parte da estratégia financeira das organizações. Não se trata apenas de cumprir uma obrigação contratual, mas de escolher um modelo que contribua para a saúde financeira do negócio e para sua capacidade de crescimento. Além do que, é mister entender que a carta fiança não é uma concorrente do seguro garantia mas sim uma alternativa ao seguro garantia quando não ofertrado por seguradoras”, conclui.
FONTE: LUCKY COMUNICAÇÃO
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