
Num país mais conhecido hoje pelo seu mercado automóvel interno em expansão do que pela exportando automóveis globais ícones, um novo Jipe está tomando forma. É um SUV completo e adequado, destinado a 50 países, na Ásia, Oriente Médio, África, América do Sul e além. E o país que faz a engenharia e a construção é a Índia, segundo E Automático. A parceria que torna isso possível existe há mais de duas décadas. A Stellantis e a Tata Motors, através da sua joint venture 50:50 nas instalações de Ranjangaon, perto de Pune, na Índia, produziram juntas mais de 1,37 milhões de veículos. Agora eles estão prontos para algo muito mais ambicioso.
Estratégia de retorno da Jeep
Stellantis não foi exatamente sutil sobre como as coisas ficaram ruins. A empresa registrou margens de lucro negativas no ano passado e passou grande parte de 2025 se reconstruindo sob o comando do novo CEO Antonio Filosa. Sua resposta é FaSTLAne 2030, um Plano de recuperação de US$ 70 bilhões que se compromete com mais de 60 veículos novos e 50 atualizações até o final da década. Jeep fica bem no centro dele. A marca está sendo reposicionada como um dos quatro verdadeiros pilares globais, ao lado Bater, Fiate Peugeot, com novos modelos que abrangem desde um Cherokee revivido até uma picape Wrangler Scrambler. A ideia é inundar showrooms com carros e recuperar a quota de mercado que sofreu uma forte oscilação nos últimos anos.
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Por que a Índia e o que vem a seguir
O novo SUV desenvolvido na Índia é um dos cinco veículos de orientação global que a Stellantis está a construir em toda a Ásia através de parcerias locais. A lógica é direta. Engenharia e fabricação os custos na Índia são significativamente mais baratos do que na Europa ou na América do Norte, e a Tata traz uma plataforma formidável, rede de fornecedores e infraestrutura de fabricação. Espera-se que a plataforma em questão seja ARGOS, a mesma arquitetura modular que sustenta o Tata Sierra, capaz de suportar configurações a gasolina, híbridas, EV e AWD. Os níveis de localização deverão subir dos atuais 65% para 90%, aumentando ainda mais a vantagem de custo. O SUV deverá chegar em 2028 e, para a Jeep, a Índia não é mais apenas um mercado. É uma plataforma de lançamento.





